Ferrugem-asiática avança na safra 2025/26 e reforça alerta para manejo criterioso da soja

Ferrugem-asiática avança na safra 2025/26 e supera o ciclo anterior. Veja os riscos, a influência do clima e a importância do manejo criterioso da soja.


A ferrugem-asiática da soja voltou ao centro das atenções na safra 2025/26. Considerada uma das doenças mais severas da cultura, o avanço precoce dos registros em diferentes regiões produtoras do país acende um alerta claro: em um cenário de clima favorável ao patógeno, o manejo precisa ser ainda mais criterioso, técnico e bem sincronizado com o desenvolvimento da lavoura.

Os relatos da doença nesta safra já se aproximam, e em alguns recortes regionais superam todo o volume observado no ciclo anterior, especialmente em estados do Sul do Brasil. Mais do que indicar uma perda de controle, esse movimento revela um ponto central: a ferrugem está circulando cedo, encontra condições ambientais favoráveis e exige respostas rápidas e bem embasadas no campo.

“A ferrugem-asiática é uma doença extremamente dependente de clima. Quando o produtor perde o momento correto de decisão, o custo não é apenas operacional, ele se traduz diretamente em perda de produtividade”, explica Ricardo Balardin, CSO & Founder da DigiFarmz.

 

Clima, fenologia e inóculo: a combinação que acelera a doença

O avanço da ferrugem nesta safra está diretamente associado ao encaixe de fatores já bem conhecidos: temperaturas noturnas amenas, alta umidade relativa do ar e períodos prolongados de molhamento foliar. Esse conjunto propicia oito horas mínimas que são o  ideal para a infecção e evolução do fungo Phakopsora pachyrhizi.

No Sul do país, o cenário é ainda mais sensível. A movimentação de inóculo já iniciou desde final de setembro quando colheitas iniciaram na Bolívia e, posteriormente, quando houve o estabelecimento nas áreas de semeadura do cedo no Paraguai. Neste País a ferrugem já se manifesta desde novembro. Com as colheitas no Paraguai o inóculo cresce em volume e movimenta-se com rapidez para os três Estados do Sul do Brasil.

“Quando a soja entra cedo no campo e as condições de clima são favoráveis, a ferrugem acelera sua evolução. Isso encurta a janela de reação do produtor e aumenta a importância do monitoramento desde os estádios iniciais”, destaca Balardin.

O aumento no número de notificações informadas ao Consórcio Anti Ferrugem é o indicativo mais relevante deste movimento da doença.“Identificar a ferrugem cedo é positivo, porque permite agir. O risco está em não acompanhar a lavoura de perto e reagir apenas quando os sintomas já estão avançados”, alerta Balardin.

Na prática, a ferrugem-asiática não perdoa atrasos. A doença inicialmente avança de forma silenciosa, gradativamente reduzindo a área fotossintética, e comprometendo o enchimento de grãos. Quando a mesma se mostra de forma clara e inequívoca, as perdas já estão contabilizadas  levando a  perdas expressivas que resultam em perdas importantes se  o manejo não for bem posicionado..

 

Manejo criterioso começa antes da aplicação

Diante desse cenário, a orientação técnica é clara: monitoramento diário, tomada de decisão antecipada e manejo químico eficiente..

“O manejo da ferrugem não pode ser reativo. Ele precisa ser planejado, ajustado ao longo da safra e sustentado por dados. Aplicações fora do momento ideal reduzem eficiência, aumentam custos e aceleram a seleção de resistência”, reforça Balardin.

 

Tecnologia como aliada para decidir no tempo certo

É nesse contexto que a inteligência agronômica passa a ser um diferencial estratégico. Soluções digitais que integram dados climáticos, imagens de satélite, fenologia da cultura, e pressão da doença permitem transformar informação dispersa em decisões acionáveis no campo.

O DigiFarmz Cropper, desenvolvido para apoiar produtores e agrônomos, atua exatamente nesse ponto crítico: cruzando diariamente dezenas de parâmetros agronômicos para indicar o momento mais adequado de manejo antecipando riscos, ajustando programas  de aplicação minimizando os riscos  ao produtor.

Já o DigiFarmz Linkage através de  recomendações técnicas personalizadas, previsibilidade de demanda e integração entre equipes técnicas e comerciais, transforma dados agronômicos em decisões estratégicas.

“Quando a ferrugem avança, quem está melhor preparado não é quem aplica mais, mas quem aplica melhor. E isso só é possível com informação de qualidade, processada no tempo certo”, resume Balardin.

 

Um alerta técnico que se repete e se intensifica

A safra 2025/26 reforça que a ferrugem-asiática segue sendo um dos maiores desafios da soja no Brasil. Seu controle não depende de uma única ferramenta, mas de um conjunto de decisões sincronizadas, sustentadas por monitoramento constante e inteligência agronômica.

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